WITTEMBERGUE MAGNO RIBEIRO, MAGNO RIBEIRO
MAGNO RIBEIRO
O poeta é um fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente
Capa Textos Fotos Perfil Livro de Visitas Links
Textos

Presença Invisível

 

Não estou onde tocam meus olhos,
mas onde meu afeto repousa.
Sou o silêncio entre as batidas do relógio,
a lembrança viva no intervalo dos dias.

 

Enquanto a noite recolhe os ruídos do mundo,
meu coração caminha até você.
Cruza distâncias quietas, atravessa o tempo,
e pousa leve, onde repousa teu nome.

 

Acendo faróis no escuro que te cerca,
luzes pequenas, mas feitas de ternura.
São sinais que não piscam nos mapas,
mas brilham onde só o afeto enxerga.

 

Há gestos que não precisam de mãos,
há abraços que moram no ar ao teu redor.
Minha vigília é leve,
mas firme como quem segura o tempo por dentro.

 

Cuido de ti no que não se vê:
na calma inesperada,
na brisa que alivia,
no suspiro que chega sem razão aparente.

 

E mesmo longe,
sou o instante em que o mundo se torna um pouco mais suave.
Sou o eco de um “estou aqui”
que não se desfaz com a distância,
nem precisa de som para ser ouvido.

MAGNO RIBEIRO
Enviado por MAGNO RIBEIRO em 20/12/2025
Comentários