WITTEMBERGUE MAGNO RIBEIRO, MAGNO RIBEIRO
Carta aberta à minha Diva
Um dia, eu partirei.
Mas antes disso, que estas palavras permaneçam.
Não como estátuas, mas como flores.
Simples, vivas, tocando de leve o tempo.
Você, minha Diva.
E como o nome já prenuncia, presença única e essencial.
Não aquela diva dos palcos do mundo,
mas a que carinhosamente encena, todos os dias, a arte mais profunda:
a do amor que sustenta, que acalma, que revela.
Você chegou como claridade em tempo incerto.
Iluminou com doçura e permaneceu com a quietude de quem sabe amar.
Foi abrigo antes mesmo de ser palavra.
E desde então, minha alma soube que havia chegado em casa.
Neste janeiro de 2026, há uma doçura simbólica:
trinta e umas manhãs, trinta e umas memórias, trinta e uns pedaços de nós.
Cada dia do mês representa um ano do que vivemos juntos,
e este ano em especial, marca algo imenso:
agora temos mais tempo vivido como dois do que tivemos um dia como um só.
Há um novo marco: o amor que se alonga no tempo, e que resiste, delicado, firme, inteiro.
Se eu tivesse mil caminhos, ainda assim escolheria este:
o da tua mão pousada na minha, como quem pertence, como quem permanece.
Porque, como cantara Vinicius,
"a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida".
E de todos os encontros que a vida me ofertou,
nenhum foi tão definitivo quanto aquele que encontrou você.
Você é o lugar onde minha alma entende o sentido de existir.
E mesmo conhecendo minhas falhas, minhas quebras, meus medos…
você ficou.
Ficou, e com seu amor tranquilo, me refez, me refaz...
Hoje, quando olho para tudo o que fomos e para tudo o que ainda haveremos de ser, eu entendo:
Se os planos continuarem dando certo, a gente celebra.
Se não derem, a gente recomeça.
O importante nunca foi o caminho,
foi caminhar juntos.
E um dia, quando formos bem velhinhos, com a pele contando histórias e o olhar ainda cheio de primavera,
sei que vou segurar sua mão com a mesma ternura de agora,
olhar nos seus olhos e dizer, com a alma leve e os pés firmes no chão que você me deu:
“Eu escolheria você de novo.”
E de novo.
E de novo.
E sempre.